Aumento do IPTU em Porto Alegre, convicção e oportunismo na votação, confira votos

Na proposta de revisão do cálculo do IPTU em Porto Alegre população pôde identificar vereadores que defendem moradores contra o abuso de burocratas sedentos por recursos do pobre cidadão e outros que aproveitam a conjuntura e sem convicção ideológica alguma escolhem o jogo sujo político, em detrimento da população.

No primeiro grupo, vereadores que por princípio são contrários ao aumento de impostos, como Felipe Camozzato (NOVO) e Ricardo Gomes (PP), independente de conjunturas (se estão na oposição ou não).

No segundo, partidos da extrema esquerda como PT e PSOL que apesar de dependerem de estado inchado, odiarem a liberdade e cultuarem a burocracia, agora por casuísmo (hoje oposição) são contra o aumento.

Lista completa de votação:

CONTRA o AUMENTO

Felipe Camozzato (NOVO), João Bosco Vaz (PDT), Mauro Zacher (PDT), Márcio Bins Ely (PDT), André Carús (PMDB), Comandante Nádia (PMDB), Idenir Cecchim (PMDB), Mendes Ribeiro (PMDB), Valter Nagelstein (PMDB), Cassiá Carpes (PP), Mônica Leal (PP), Ricardo Gomes (PP), Alvoni Medina (PRB), José Freitas (PRB), Professor Wambert (PROS), Paulinho Motorista (PSB), Fernanda Melchionna (PSOL), Professor Alex Fraga (PSOL), Roberto Robaina (PSOL), Adeli Sell (PT), Aldacir Oliboni (PT), Marcelo Sgarbossa (PT), Sofia Cavedon (PT) e Cláudio Janta (SD).

A FAVOR

Rodrigo Maroni (PODEMOS), João Carlos Nedel (PP), Airto Ferronato (PSB), Tarciso Flecha Negra (PSD), Moisés Maluco do Bem (PSDB), Cassio Trogildo (PTB), Luciano Marcantônio (PTB), Paulo Brum (PTB), Mauro Pinheiro (REDE) e Dr. Goulart (PTB).

O vereador Reginaldo Pujol (DEM) se absteve.

Mais informações aqui.

De modelo à toda Terra

Pois é, chegou mais um 20 de setembro. Se por um lado nunca fui tão ligado as tradições a ponto de andar pilchado, por outro lado, com os anos fui adquirindo mais carinho e respeito por essa nossa terra que convencionamos chamar de Rio Grande do Sul. Paralelamente tenho observado crescer um revisionismo que parece que quer destruir o símbolo e os valores do gaúcho. Quem ganha com isso? E o que perdemos com isso?

Antes de mais nada é preciso fazer uma mea culpa por questão de honestidade intectual. Nossos heróis farroupilhas não eram perfeitos. Tinham escravos. As mulheres não participavam da política. Mas isso não seria julgar nossos antepassados com os olhares de hoje? Atire a primeira pedra quem não possuir em suas veias nenhuma gota de sangue de escravizadores.

Quem ganha em destruir um modelo moral do gaúcho? Infelizmente são os mesmos que querem negar todos os valores obtidos na cultura ocidental. São muito rápidos em julgar com severidade os heróis do passado mas são lentos em julgar os próprios heróis. Se Bento Gonçalves tinha escravos e para os dias de hoje isso é inadimissível, o que dizer de Maduro e os venezuelanos. Quem acompanha a situação da Venezuela sabe que o povo mal tem o que comer. Crianças morrem nos hospitais e quem expressa sua revolta é forçado a se calar ou ir para a cadeia. Mas isso eles não falam. Jogam suas pedras somente contra as nossas tradições a ponto do povo acreditar que nunca teve heróis. Que nunca fomos nada. Que não merecemos nada no futuro.

E aí faço um convite a encarrar o gaúcho, como um símbolo muito mais do futuro que podemos alcançar do que um passado que, realmente, nunca foi nosso.

 

PORTO ALEGRE-RS, BRASIL, 25.01.12: Estátua do Laçador. Foto Eduardo Seidl/Palácio Piratini

A coragem e força, tão bem representadas na lida do campo, a hospitalidade explícita em uma roda de chimarrão e a inteligência e lucidez, registradas para sempre, por exemplo na obra de Simões Lopes Neto. Que esses valores, sejam mais do que um ponto para onde não podemos retornar mas sim uma luz, como a de uma estrela, que nos aponta para onde ir. Tanto para os gaúchos que aqui nasceram, quanto para os que adotaram o Rio Grande de coração. Que possamos ter façanhas no nosso futuro e que elas sirvam de modelo a toda Terra.

PS: Vai dizer que não parece que a estátua do Laçador, bela obra da arte do pelotense Antônio Caringi, não parece que olha mais pro futuro do que para o passado?